| Arquétipos |
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| Umbanda - Para começar | |||||||||
| Sex, 18 de julho de 2008 00:43 | |||||||||
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O panteão umbandista é antropomórfico. Os orixás se assemelham aos seres humanos, tanto fisicamente como em traços de personalidade, caráter e conduta. A Umbanda descreve com riqueza de detalhes as características de cada orixá. Observando atentamente essas características vamos perceber suas semelhanças com arquétipos sociais. Oxalá seria o velho patriarca, Iemanjá, a grande mãe, Ogum, o guerreiro e assim por diante. Os arquétipos ligados aos orixás da Umbanda são representativos de papéis sociais encontrados em pequenas sociedades e também, em estruturas comunitárias alojadas em sociedades contemporâneas mais complexas. Alguns arquétipos estão ligados a determinadas fases da vida. Por exemplo: Oxum é a orixá da fertilidade, da maternidade, mas seu arquétipo remete à mulher jovem, vaidosa e desejada. Iemanjá, também está ligada à maternidade, mas seu arquétipo remete à mãe madura, experiente e senhora do lar. O arquétipo de Oxalá remete ao patriarca do grupo, que, pela experiência, influi na condução dos negócios da comunidade. O arquétipo de Ogum o liga à juventude, pois seu temperamento belicoso remete a um comportamento de homem jovem. Outros arquétipos estão ligados a funções sociais. O arquétipo de Xangô está ligado a funções judiciais, o de Ogum, à guerra, o de Oxóssi, ao provimento econômico. Arquétipo do orixá e de seus filhosOs traços de personalidade dos filhos de um orixá costumam ser semelhantes aos do próprio orixá. No entanto, os orixás que habitam o Orum estão imersos na atemporalidade, enquanto os seus filhos passam por todas as fases da vida. Quando uma jovem descobre que é filha de Iemanjá isso indica que os traços de personalidade que a acompanharão ao longo de toda vida são próximos daqueles que se encontram no arquétipo da orixá, tal qual foi revelado e subsiste na atemporalidade do Orum, não importando que fase da vida está associado ao orixá ou em que fase da vida se encontra seu filho. Como se formam os arquétiposA comunidade só entende seus deuses se eles forem iguais aos padrões existentes na própria sociedade. Fazemos os deuses segundo nossa própria imagem e semelhança. Se conseguimos identificar nos deuses certos traços é porque identificamos esses traços em nós mesmos. Os orixás da Umbanda protegem seus filhos porque esses filhos lembram os orixás. O orixá reivindica a cabeça de um filho quando esse filho é tal qual ele próprio. Os arquétipos dos orixás e de seus filhos são resultado da sabedoria coletiva em identificar os papéis sociais.
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