| Xangô |
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| Umbanda - Panteão | |||||||
| Sex, 18 de julho de 2008 00:37 | |||||||
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Xangô é maduro, mas no pleno domínio das energias vitais, o que faz dele não apenas um consultor, mas também entidade de ação e decisão. Ao julgar uma questão, Xangô sempre considera os pontos de vista das partes envolvidas. É de analisar os problemas com a razão, mas fica irado quando se depara com com uma situação irregular ou injusta. Quando enfurecido, Xangô torna-se violento e age de forma intempestiva. Os raios que causam danos são considerados castigos de Xangô. Associa-se Xangô à imagem de um homem sólido, de porte, que não se destaca pela graça, mas que transmite a impressão de segurança e robustez. Xangô tem experiência e determinação. Toma decisões fundamentadas e por isso não é contestado, mas se for, torna-se colérico, pois não suporta que o contrariem. É autoritário, mas justo, um déspota esclarecido, enfim. No aspecto sentimental, Xangô é tido como um orixá sensual, com um forte impulso para a conquista amorosa. Prova disso seus sucessivos casamentos com as orixás Iansã, Oxum e Obá. Xangô foi rei, viveu entre os homens e ascendeu ao panteão afro após sua passagem pelo mundo natural. Ele foi o quarto rei do império de Oió, um dos estados do povo ioruba, fundado por volta de 1400 por seu pai Oraniã. Oió se desintegrou a partir do século XVIII. No século XIX, a região de Oió, que se situava em terras da atual Nigéria e Benim, tornou-se protetorado inglês. Xangô chegou ao posto de rei após a deposição de seu meio irmão Dadá Ajacá em um golpe militar e seu reinado trouxe prosperidade ao povo de Oió. Diferentemente de alguns orixás cuja origem não se pode precisar em termos históricos, Xangô participou da fundação histórica do povo que deu início ao seu culto. Certamente, sua origem contribuiu para sua popularidade e seus traços de personalidade lembram a figura de um rei decidido, enérgico, ponderado nas decisões, implacável no castigo aos que saem da linha e de temperamento quente. Arquétipo dos filhos de XangôAssim como Xangô, seus filhos são preocupados com a justeza das ações, suas e dos outros. O filho de Xangô é enérgico, mas ponderado; toma decisões equilibradas balizadas pela razão e na análise dos direitos das partes; é portador de uma serenidade de vulcão, que pode ficar dormente por longo período, mas explode repentinamente diante de uma contrariedade. Filhos de Xangô dão grande valor à conquista sensual. São pessoas sedutoras que desfrutam das vantagens e problemas associados a essa característica. Os filhos do orixá tem elevada auto-estima, comumente são líderes e não gostam de ser contestados, pois são dados a ponderar suas ações antes de decidir; por isso, crêem que estão cobertos de razão. Quando detém o poder em alguma matéria, o filho de Xangô o exerce com apetite, pleno de que aquilo lhe pertence de direito. Simbolismos ligados a XangôAxé: a energia sagrada de Xangô está presente nas pedreiras, rochedos, no fogo e nos raios. Cores: vermelho e branco, ou marrom e branco, ou simplesmente, marrom. Dança: alujá. Dança de guerra. Demandas que encaminha: questões ligadas ao poder público e judiciário. Dia da semana: quarta-feira. Elementos naturais: fogo, pedras, raios e trovões. Número: 12. Objeto: oxê (machado de dois gumes com cabo de madeira). Oferenda: amalá. Protegidos: Xangô é considerado patrono dos intelectuais e artistas. Santo católico: São Jerônimo, que traduziu a Bíblia para o latim e é considerado um dos doutores da igreja. Seu conhecimento das escrituras e das leis sagradas levaram os umbandistas ao sincretismo com Xangô, considerado igualmente um conhecedor das leis. Saudação: caô cabiecilê.
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| Última atualização ( Dom, 20 de julho de 2008 00:43 ) | |||||||



Xangô tem personalidade densa e marcante. É reconhecido como o orixá da justiça; seus domínios naturais são as pedreiras e os rochedos e manifesta-se pelos raios e trovões. Nas representações imagéticas, Xangô aparece empunhando um oxê (machado de dois gumes), que simboliza os dois lados de toda demanda e leva a entender que esse orixá pode pender para um lado ou para outro, segundo seu julgamento. 